Idosos e o risco de queda

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, os indivíduos com mais de 65 anos costumam cair pelo menos uma vez por ano, enquanto 90% das pessoas com mais de 75 anos sofrem quedas.

As consequências das quedas nos idosos podem ser dramáticas: dependência, fratura, morte, trauma psicológico … Portanto, a adopção de medidas de segurança é importante para reduzir estes acidentes.

Quais são as consequências das quedas nos idosos?

As quedas são a principal causa de morte acidental entre os idosos. Afetam cerca de 2 milhões de pessoas por ano, com 65 anos ou mais. E naturalmente, o risco de queda aumenta com a idade.

Daí a importância de estar vigilante face a esta situação, que é uma das principais causas de perda de autonomia: 40% dos idosos hospitalizados após uma queda não podem voltar para casa recorrendo a uma casa de repouso.

Nos idosos, as quedas têm sérias consequências quer para a saúde física como para a autoconfiança:

  • as quedas são uma das principais causas de traumatismo craniano
  • elas são responsáveis pela maioria das fraturas em idosos, em particular pelas fraturas do colo do fêmur
  • uma queda provoca medo de voltar a cair. Este receio, por sua vez, contribui para a redução de actividade física que terá consequências na perda de massa muscular e no enfraquecimento da estabilidade do idoso, que ficará ainda mais vulnerável ao risco de cair
  • o receio de voltar a cair também pode fazer com que o idoso fique confinado ao lar, isolando-se socilamente
  • após uma primeira queda, o risco de voltar a cair é multiplicado por vinte

Quais são os principais factores de risco de queda?

As quedas nos idosos podem ser favorecidas por vários factores de risco:

Idade: o aumento de risco de queda está directamente relacionado com o avançar da idade. Efectivamente, as quedas afetam cerca de 35% das pessoas entre os 65 a 80 anos, e chega perto dos 45% das pessoas na faixa etária de 80 a 90 anos.

Distúrbios motores: os números acima mencionados são, parcialmente, explicados pela reduzida capacidade física dos idosos. Os distúrbios da marcha e do equilíbrio são realmente comuns nestas idades. Causados em parte pela ausência de massa muscular, que afeta a estabilidade dos membros inferiores, e por sua vez facilita a ocorrência de quedas. Para evitar a queda, recomenda-se o auxílio de algumas ajudas técnicas como um andarilho ou bengala, consoante as necessidades.

Capacidades sensoriais prejudicadas pelo envelhecimento: muitos idosos são vítimas de quedas devido a problemas de visão. O seu campo visual é reduzido e torna-se difícil avaliar a distância de um obstáculo. Portanto, é aconselhável consultar um oftalmologista que irá prescrever um tratamento ou correção adequada.

Hipotensão ortostática (pressão arterial baixa quando a pessoa muda de posição muito rapidamente).

Medicamentos que podem diminuir o estado de alerta, a qualidade da visão etc.

Estilo de vida saudável para evitar as quedas?

A alimentação é a base de um estilo de vida saudável. Muitos idosos não se alimentam convenientemente: a fraqueza desencoraja-os a preparar uma refeição ou simplesmente por falta de apetite devido à idade.

Um défice nutricional aumenta a sensação de fraqueza, tontura e, portanto, o risco de queda nos idosos.

Portanto, deveremos ter o cuidado de beber regularmente e manter uma ingestão adequada e suficiente de alimentos:

  • 1.800 kcal para uma mulher
  • 2.000 kcal para um homem

O álcool deve ser bebido com moderação. O seu consumo altera as faculdades sensoriais e motoras, e provavelmente, causa quedas em idosos com reflexos já diminuídos. Para além disso, o álcool também interfere nos tratamentos medicamentosos.

Finalmente, actividades físicas regulares, como caminhadas ou ginástica de baixo impacto, ajudam a preservar reflexos e massa muscular, a fim de reduzir o risco de queda em idosos. Como um bónus, estas actividades são boas para a moral!