Como ajudar um idoso com deficiência visual a permanecer independente

Os distúrbios visuais são bastante comuns na velhice. E um idoso com deficiência visual terá dificuldades acrescidas em manter a sua autonomia.

Em Portugal, os dados não são muito precisos. No entanto, de acordo com os censos de 2011, existem cerca de 900 mil cidadãos com dificuldades de visão.

Dificuldades associadas a distúrbios de visão são frequentemente muito difíceis de gerir e incapacitantes.

Aprenda a ajudar uma pessoa idosa com deficiência visual

Onde posso encontrar informações para melhor ajudar um idoso com deficiência visual?

Os distúrbios da visão, como a degenerescência macular ligada à idade (DMI), glaucoma e retinopatia diabética, são apontadas como as principais causas de cegueira pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.

ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, presta serviços nas seguintes áreas: reabilitação, representação de direitos, serviços para a comunidade entre outros.

As dificuldades inerentes à deficiência visual podem levar à perda de independência e, consequentemente, reduzir a qualidade de vida da pessoa idosa.

Uma situação igualmente difícil para o cuidador familiar, que nem sempre sabe como ajudar seu ente querido.

Como apoiar moralmente um idoso com deficiência visual?

Os distúrbios da visão mudam a vida de uma pessoa: a leitura e a escrita são ameaçadas, o risco de queda aumenta e as possibilidades de sair diminuem.

Estas mudanças, quando não são bem geridas, podem rapidamente tornar-se uma fonte de stress. Ou ainda, degenerar numa depressão da pessoa que se sente cada vez mais isolada.

É essencial envolver o idoso com deficiência visual com forte apoio, envolvendo toda a família, tanto quanto possível:

  • Encoraje seu familiar a manter-se activo socialmente e a manter os hobbies de que gosta
  • Ofereça-se para o acompanhar ou ajudar em actividades que apresentem um desafio por causa da sua deficiência visual. Irá permitir que ele permaneça confiante na sua capacidade de manter as suas actividades
  • Encoraje-o a verbalizar as suas dificuldades e partilhar os seus sentimentos
  • Organize a residência do seu familiar, quer para evitar quedas quer para restaurar a sua confiança nos seus movimentos no seu ambiente.