Alzheimer: 6 sinais de que é altura de considerar um lar de idosos

Cuidar de uma pessoa idosa com doença de Alzheimer pode ter sérias consequências para a saúde e o bem-estar do cuidador e da família.

Saiba como reconhecer os sinais de que não é mais possível manter o seu familiar em casa, de que é altura de considerar um lar de idosos. A partir de determinada fase da doença de Alzheimer, os cuidados num lar de idosos são mais apropriados para garantir o bem-estar do seu familiar e evitar a sua própria exaustão.

Quando recorrer a um lar de idosos para um paciente de Alzheimer?

Cuidar de uma pessoa idosa com doença de Alzheimer pode, efectivamente, representar sérios desafios. Se o cuidador não conseguir levar a cabo a sua tarefa, sem sofrer um stress crescente e sacrificar o seu próprio bem-estar, talvez esteja na altura de considerar um lar de idosos para o seu familiar.

Em Portugal, estima-se que existam cerca de 200 mil casos de doentes de Alzheimer, e respectivas famílias que assistem à perda progressiva da autonomia do seu familiar.


Institucionalizar um familiar nunca é uma decisão fácil. No entanto, muitas vezes há sinais de alerta que os cuidadores informais podem reconhecer para saberem que é altura de considerar essa solução.

Como saber que não é possível continuar a assegurar os cuidados de saúde em casa?

Deambulação

Nos estágios avançados da doença de Alzheimer, a deambulação do seu familiar torna-se cada vez mais perigosa. A pessoa com demência pode sair de casa, deambular e correr o risco de se perder quando o cuidador a perde de vista, mesmo que seja só por alguns momentos.

O risco de queda e lesões aumenta quando o paciente de Alzheimer sai sem supervisão, para um ambiente não adaptado.

Agitação nocturna

Se o seu familiar estiver regularmente desorientado, ansioso, agressivo ou inquieto ao final do dia, ele sofre de agitação nocturna, um sintoma comum nos pacientes com a doença de Alzheimer.

Este comportamento é muito difícil de gerir para os cuidadores informais. Pois, quando o seu quotidiano começa a sofrer alterações substanciais, a sua tarefa enquanto cuidador representa um esforço muito elevado no equilíbrio familiar.

Agressividade

A agressão verbal e física é um distúrbio comportamental comum nos idosos com doença de Alzheimer. Cuidadores e outros membros da família podem sofrer muito com isso e até ficarem ressentidos em relação ao seu familiar.

Quando os distúrbios comportamentais assumem outras proporções e o cuidador já não consegue lidar com eles, talvez seja altura de considerar um lar de idosos. A equipa de enfermagem das casas de repouso recebe formação para cuidar de residentes com esses distúrbios comportamentais.

Problemas de segurança

Faça uma análise, sincera e exaustiva, sobre a saúde e o nível de autonomia do seu familiar diagnosticado com a doença de Alzheimer, mas também sobre sua própria força, física e mental.

O seu familiar pode continuar a morar sozinho ou na casa de familiares, em total segurança?

Aumento das necessidades de cuidados

A saúde do seu familiar com doença de Alzheimer ou a sua própria saúde enquanto cuidador estão ameaçadas pela sua perda gradual de autonomia?

O seu apoio, juntamente com os serviços de apoio domiciliário são suficientes para garantir a continuidade dos cuidados de saúde ao seu familiar idoso com a doença de Alzheimer?

Quando não puder mais responder satisfatoriamente às necessidades do seu familiar, é altura de considerar a entrada num lar de idosos.

Exaustão do cuidador familiar/informal

É tão importante levar em consideração o stress e outros sintomas de esgotamento dos cuidadores como os factores mais especificamente relacionadas com o próprio paciente de Alzheimer.

O seu familiar idoso necessita de cuidados adequados, mas não às custas da sua saúde. Quando não conseguir mais cuidar do seu familiar, é hora de desistir e confiar na equipa da casa de repouso.