A Importância da reabilitaçao intensiva apòs um Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Organização Mundial de Saúde define o Acidente Vascular Cerebral, vulgarmente designado por AVC como uma síndrome caraterizada por sinais clínicos focais (por vezes globais) de alteração das funções cerebrais, de origem vascular, que se estabelecem de forma aguda e que permanecem mais de 24 horas.

As lesões cerebrais resultantes do AVC podem incluir várias estruturas encefálicas: hemisférios cerebrais, cerebelo, tronco cerebral ou gânglios da base, cuja manifestação (ou complicações) é muito variável, dada a grande especificidade e complexidade que estas estruturas apresentam em termos funcionais.

Desta forma, são extensas as deficiências que podemos observar após um AVC: alterações nas funções do movimento (força, coordenação, equilíbrio, destreza), comunicação, deglutição, visuais, intestinais, urinárias ou mentais, provocando limitações nas atividades diárias e restrições na participação social.

Apesar da taxa de mortalidade por doenças cerebrovasculares ter diminuído nos últimos anos, o AVC mantém-se como uma das principais causas de morte no nosso pais e a principal causa de dependência e de incapacidade.

Devido às complicações serem muito variáveis, extensas e profundas, as equipas interdisciplinares e a comunidade científica discutem permanentemente as técnicas, os programas e parâmetros que poderão ser mais eficazes na reabilitação neurológica. A intensidade das sessões é um dos fatores que mais tem merecido investigação. Não é avaliada quanto à «carga» ou à «força», como o termo poderia sugerir, mas sim relativamente ao tempo por sessão e/ou em termos de repetição/treino das tarefas.

No caso do AVC, a Direção Geral de Saúde já definiu que a reabilitação intensiva corresponde a um período diário de terapia, superior a três horas. A repetição de tarefas ou de exercício é outro princípio importante, uma vez que reforça as conexões entre os neurónios, promovendo o aumento da plasticidade sináptica (a forma como estas células melhor comunicam entre si).

Fonte: dgs.pt