10 Sinais associados à doença de Parkinson, a reconhecer

Você conhece realmente os sinais da doença de Parkinson?

Se a maioria de nós tende a associar esta patologia degenerativa aos tremores, os sintomas da doença de Parkinson não se limitam a esta desordem. É importante conhecê-los para permitir um diagnóstico precoce e a rápida implementação dos cuidados apropriados. Estar bem informado permite, efectivamente, melhorar o bem-estar dos pacientes com Parkinson.

Parkinson e a morte inexorável de células nervosas

A doença de Parkinson é responsável pela morte de células nervosas no cérebro. Estas células são responsáveis pela produção de dopamina, uma substância química que envia “mensagens” para diferentes partes do cérebro que controlam os movimentos. À medida que a doença de Parkinson progride, a quantidade de dopamina produzida no cérebro diminui e o paciente, gradualmente, vai-se tornando incapaz de controlar normalmente os seus movimentos.
Para alguns cientistas, a doença começaria mesmo fora do cérebro, causando sintomas não motores, como a constipação, distúrbios do sono ou do odor.

A patologia é crónica e progressiva: os sintomas da doença de Parkinson desenvolvem-se e pioram com o tempo. Além disso, a doença é incurável. Estima-se que cerca de 20 mil portugueses sofram da doença de Parkinson, e 1.800 novos casos são diagnosticados por ano. Prevê-se que, com o aumento da longevidade da população, esta doença aumente nos próximos vinte anos, afectando cerca de 30 mil portugueses.

Os 10 sinais de aviso a reconhecer

É preciso saber que a doença de Parkinson não é apenas uma doença motora. Aliás, os sintomas que, à primeira vista, parecem não ter nada a ver com uma patologia nervosa são frequentemente os primeiros a aparecer.

Os dez sinais de alerta da doença de Parkinson são:

  • tremores
  • uma caligrafia cada vez menor,
  • distúrbios do sono,
  • dificuldade em mexer ou andar
  • obstipação,
  • uma voz fraca
  • a diminuição da expressão facial,
  • tontura ou desmaio,
  • uma postura cada vez mais curva.

Isolados, estes sintomas não traduzem necessariamente a presença de uma patologia. É o seu acumular que o deve levar a consultar um médico para que ele faça uma diagnóstico de uma possível doença de Parkinson.